segunda-feira, 6 de julho de 2009

No dia que eu não acordar...


Se um dia eu acordar
E você não me encontrar

É porque o Amor insistiu
Em acabar

E eu com ele
Fui me suicidar

Dói não saber amar
Dói saber

É bom gritar
Ruim é ninguém lhe escutar

E aos poucos você morrendo
No desespero de um abandono
Que não lhe faz sangrar

Hoje vejo tudo que passa
Caminhado da beleza a desgraça
E não posso falar nada
Não consigo arrancar essa mordaça

A desesperança quase me mata

Mas quem sabe nesse dia
Para minha felicidade
Na minha cabeça não reste nada

E assim faça-se feliz
A fera que atormenta
As mentes atormentadas
Ela que é indiferente ao amor e a todas as desgraças.

Fabiano Antunes.

domingo, 31 de maio de 2009

Coitada


Coitada
Tem roupas,comida,família,dinheiro
Mas no fundo
Ta sozinha, vazia , isolada

Ela não tem nada !

Coitada
Ela quer viver, Amar, Aparecer
Mas em sua prisão luxuosa e desequilibrada
Mete o pensamento que seria melhor morrer
Ser nada

Coitada
Ela Ama
Mas dói ver
Um sonho se esfarelar nas lagrimas
Que faz da imagem um filme branco e preto degrade

Amada
Vem e me abraça
Pois a sua dor
Não se compara a minha desgraça
Acredite nos meus beijos e em meu amor

E assim um ao outro
Lúdica e fisicamente espantaremos a dor
De um amor que mal começou
No crepúsculo de um beijo com sabor
De uma bela dor.

Fabiano Antunes.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Um sonho de Pierrot


A Girasol me acordou
Espantou simples assim
Muito rápido toda dor

Eu fugi na noite
Fugi na bebida, nas meninas, nos cigarros e na vida

Mas de nada adiantou
Só ela e somente ela
Acaba com minha dor

Eu sou aquele Pierrot
E ela minha flor meu amor

Abraçou-me e disse que me amou
E que esse amor não acabou

E o mundo
Sobre os meus ombros
Se iluminou

E o meu chão se afundou
Entendi então a compaixão na saudade
E uma única vez
Não desejei morrer
Em minha mocidade

Tentei e cruzei mares de gente
Lutei e estou matando serpentes
As quais me envenenaram e matam os meus sonhos lentamente

E por fim Janis Joplin
Sorri para mim

Ela esta lá
E eu estou aqui

E nossas almas abraçadas até o fim

Mesmo que o amor acabe

Jamais esquecerei
O único amor
Que me serve que me cabe

Bianca musa em arte
Onde o choro e o sentimento
Sinto de verdade

Até o fim de todas as idades.


-Fabiano Antunes.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Vida de Desgraçado.



Cada minuto que se encerra
Minha alma dilacera

Não tenho nada
Nem amigos, camaradas, namoradas
Choro na noite o blues
Que sai da minha gaita

Morro a cada esquina
Sem amor
Só com uma garrafa na mão
E meus sonhos no chão
Molhados, regados a olhos pardos

E a felicidade dura pouco
Como o som do lança perfume
E eu anseio sair desse mundo

Mas os olhos da Bella
Prende-me
Cancela-me
Protege-me

Mas ela agora esta distante
E eu fico por ai
Petulante
Amante do mundo que é pequeno gigante

Blues que salva os dissimulados
Acalenta-me no pensamento desvairado
Socorre os desgraçados
Canto o meu pranto.

sábado, 28 de março de 2009

Homo Sapiens Sapiens.



Curiosos e gulosos
Descendentes de um obscuro presente

Vindos do lugar
Onde se esquecera
O que é amar
Onde se usa com abundância
O verbo Odiar

ODIAR O CÉU
A TERRA
A ÁGUA
E O AR

Onde se odeia o que necessita
E isso aos poucos
Vai lhes roubando a vida

Pobre animal RACIONAL
Que só aprendeu
A semear o Mal

Esqueceu
Em seu ódio mortal
Que se pode escolher
Entre o Bem e o Mal.

Fabiano Antunes.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

De corpo e Alma...


Cada corpo
Cada alma
Cada cerebelo

Todos largados ao acaso
Levados pelo tempo

Tudo se resume ao egoísmo da sobrevivência
E vivem sem saber por que
Baseando-se em velhos clichês

Buscando Amor e Prazer
De um dia viver
Simplesmente para ver o Sol nascer
E poder esquecer
Que a vida sempre ira anoitecer

E eu procuro de corpo e Alma
Me fortalecer e crescer

Pois toda magia que existiu
Em se sonhar
Tanto na psicodelia como no Amar
Se acaba no primeiro despertar

Como uma ferida que não cura
Que sempre vai estar la
Para lembrar
O quanto pode ser doloroso
Um despertar

E por força das incertezas

Somos obrigados a despertar

E também somos
Os maiores culpados
Por deixar que esses sonhos

Em nossas almas
Venham a se desmanchar

E por toda a Vida

Muitos se perderam
Nesse Desencanto
Que julgam
Como mera ilusão.

Fabiano Antunes

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Eliminar todos os conceitos


Yadã te moha-kalilam
buddhir oyalitarishyati
tadã gantãsi nirvedam
shrotavyasya shrutasya cha

Tradução: Quando teu intelecto atravessar o lamaçal da ilusão,
então vais adquirir indiferença
por aquilo que foi ouvido e
por aquilo que ainda está para ser ouvido

Significa: Eliminar todos os conceitos que lhe foras instruídos, certo ou errado, bem ou mal...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Querer...


Querer morrer
Quando se quer desaparecer

Querer sonhar
Quando a alma insiste em viver

Toda essa loucura lisérgica
Que transpira nas veias
Da minha alma e do meu senso

Que é diferente do tal Senso comum
O qual tornou-se uma armadilha mordaz
Para os que desistiram de Sonhar [acreditar]

E eu aqui
Nessa vida ilusória
Da qual a tristeza por si
É a minha historia

Mas não de toda gótica
Pois todo poeta já provou a beleza
Seja ela a do Amor
Ou a que possui o seu desabor

Sozinho
Fico aqui parado, pensando, angustiando
O delírio poético do pranto

Não pedirei a ajuda de Deus

Pois esse nunca quis que eu o visse
E não apareceu

De fato não temos intimidades

Talvez uma ligeira inimizidade

Assim sigo minha sina
Sem saber se o meu desejo se fixa
Viver, Morrer, Sonhar, Anoitecer ou Ver o Sol nascer.

Tudo venha a acontecer...

Fabiano Antunes

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Despertar do Desencanto


Desperta a melancólica aurora
Decadente aos pés
Do perdido Ocidente

Destruiu-se a caixa de pandora

Já não se encontra
Alma boa como outrora

Restam apenas os iníquos
Que caminham como Narciso
Da beleza ao suicídio

Dançamos uma Valsa
Lunática e tenebrosa
Ao som afinado
Do pranto de arcanjos
Tão belos quanto às rosas

Já se foi o Sol
Já se foram as esperanças

Só nos resta abraçar a Volúpia
E morrer conforme a dança

Fabiano Antunes

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Quem vós Sois?


Se me perguntares
Quem sou

Logo digo um Pierrot
Um sonhador
Um amador
Um poeta
Um louco
Um professor
Um Pierrot


Que amou
Errou
Pecou
E se afundou

Sem o calor de um amor

Sem nada somente com suas
Pegajosas magoas

Um Pierrot muito branco e muito triste

Em que a vida
Apenas num sonho consiste

Fabiano Antunes